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10-AGO-2026

Grupos de Estudos fortalecem a Política Municipal de Educação Antirracista em Bonito de Santa Fé

Formação, planejamento e ações nas escolas mobilizam profissionais, estudantes, famílias e comunidades na construção de uma educação comprometida com a equidade racial.

10/08/2026 #educação

Bonito de Santa Fé segue avançando na implementação de sua Política Municipal de Educação Antirracista, fortalecendo uma estratégia fundamental para que esse compromisso se consolide no cotidiano das escolas: os Grupos de Estudos formados por profissionais da Rede Municipal de Ensino.

No dia 7 de agosto, durante mais um encontro da Formação Continuada em Educação para as Relações Étnico-Raciais, os profissionais reuniram-se nos turnos manhã e tarde para dar continuidade a um percurso que já vem sendo construído na rede. O encontro possibilitou aprofundar conhecimentos, compartilhar experiências e avançar coletivamente no planejamento das ações desenvolvidas nas unidades educacionais.

Mais do que momentos de formação, os Grupos de Estudos constituem espaços de diálogo, reflexão e construção coletiva. É por meio deles que os conhecimentos discutidos ao longo do percurso formativo dialogam com as experiências das escolas e fortalecem práticas comprometidas com uma educação antirracista.

Um compromisso de toda a escola

Os Grupos de Estudos envolvem profissionais das diferentes etapas e modalidades da Rede Municipal e dialogam com os diversos componentes curriculares, reafirmando um princípio essencial: a Educação para as Relações Étnico-Raciais é compromisso de toda a escola e deve atravessar o currículo.

Isso significa compreender que a educação antirracista não pode ficar restrita a uma disciplina, a um professor ou a determinadas datas do calendário. Cada área do conhecimento, respeitando suas especificidades, pode contribuir para a valorização das histórias, culturas, conhecimentos e identidades africanas, afro-brasileiras e indígenas.

É nesse movimento que os Grupos de Estudos ganham força. Ao reunir profissionais para estudar, refletir sobre suas realidades, compartilhar experiências e planejar coletivamente, a rede cria condições para que a política pública se materialize nas experiências vivenciadas pelos estudantes.

Uma política respaldada pela legislação

A Política Municipal de Educação Antirracista de Bonito de Santa Fé está sustentada por importantes marcos legais e educacionais, entre eles a Constituição Federal de 1988, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), as Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008 e as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais.

O trabalho também está alinhado à Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ), instituída pela Portaria MEC nº 470/2024, que reforça a formação dos profissionais da educação e o fortalecimento das redes de ensino como estratégias importantes para a promoção da equidade e o enfrentamento ao racismo na educação.

No âmbito municipal, o Decreto nº 186, de 29 de outubro de 2025, constitui um importante marco normativo para a implementação da Educação das Relações Étnico-Raciais na Rede Municipal de Ensino.

Do estudo à prática: um movimento que já acontece na rede

O encontro de 7 de agosto representou mais uma etapa de um percurso que já vem sendo desenvolvido na Rede Municipal de Ensino. Os Grupos de Estudos deram continuidade ao planejamento coletivo, aprofundando propostas e articulando os conhecimentos construídos durante a formação às experiências que já acontecem nas escolas.

Esse movimento vem ultrapassando os espaços formais de formação e alcançando estudantes, famílias e comunidades, ampliando o diálogo sobre identidade, pertencimento, diversidade, respeito e enfrentamento ao racismo.

Entre as experiências já desenvolvidas estão ações realizadas pelas unidades educacionais com a participação das famílias e atividades de pesquisa e vivência em comunidades quilombolas, aproximando os conhecimentos trabalhados na escola das histórias, memórias, saberes e experiências presentes nos territórios.

Essas iniciativas demonstram a importância dos Grupos de Estudos dentro da Política Municipal: o conhecimento construído coletivamente não permanece restrito aos encontros formativos. Ele alimenta o planejamento, provoca novas práticas e fortalece a relação entre escola, família, comunidade e território.

Novembro: um momento de socialização de um trabalho contínuo

O trabalho desenvolvido pelos Grupos de Estudos e pelas unidades educacionais não se encerra com a Mostra Cultural. Ele integra um processo contínuo de formação, planejamento e fortalecimento da Educação para as Relações Étnico-Raciais na Rede Municipal de Ensino.

Na segunda semana de novembro, a Mostra Cultural constituirá um importante momento de socialização das produções, experiências e aprendizagens construídas pelas escolas ao longo desse percurso.

A Mostra será um espaço de encontro, partilha e valorização do que vem sendo construído por profissionais, estudantes, famílias e comunidades, permitindo que as experiências desenvolvidas nas diferentes unidades educacionais sejam conhecidas e compartilhadas por toda a rede.

A Política Municipal de Educação Antirracista permanece, portanto, como compromisso para além da Mostra, fortalecendo a presença da Educação para as Relações Étnico-Raciais no currículo, no planejamento, nas relações, nos territórios e no cotidiano das escolas.

A Mostra Cultural celebra e compartilha um percurso. O compromisso com uma educação antirracista continua.

Enfrentar o racismo também é educar

A Política Municipal de Educação Antirracista também reforça a importância de não silenciar diante de situações de racismo ou discriminação racial.

Casos podem ser comunicados pelo canal:

*antirracistabonitodesantafe.pb@gmail.com

A comunidade escolar também pode procurar a direção da unidade de ensino, para acolhimento e encaminhamento à Comissão Municipal de Educação Antirracista.

Bonito de Santa Fé fortalece, assim, uma concepção de educação antirracista construída com continuidade, intencionalidade, participação coletiva e compromisso institucional.

Dos Grupos de Estudos às salas de aula. Das escolas às famílias. Das famílias às comunidades. Um movimento que reconhece o território, valoriza identidades e transforma conhecimento em prática.

Porque uma rede comprometida com a educação antirracista estuda, planeja, previne, acolhe e age.

 

 

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